23.8.15

São Chico perde Lucinda Chimelo

Exemplo de uma vida de prestação de serviços (Entrevista ao Jornal Editor, 2012).
Ela foi professora, diretora, secretária municipal, vice-prefeita e assessora parlamentar. Esta homenagem é como um reconhecimento aos serviços prestados a comunidade assisense. Conheça um pouco mais da vida de Lucinda Chimelo, falecida neste domingo, dia 23 de agosto:
Lucinda nasceu em 28 de junho de 1942, no 2º distrito deste município, Toroquá. Morava com sua cunhada Maria Amélia Chimelo, a Méia, em São Francisco de Assis.
Católica, torcedora do Internacional, com muita fé em Deus, suas orações e a novena ao Divino Pai Eterno foram decisivas para recuperar parte de sua visão.
Na infância, Lucinda era peralta, curtia brincadeiras como esconde-esconde, bolas de gude e a “brincadeira dos 30”, cujos momentos eram divididos com seu irmão Alvenir Adão Chimelo e outro quatro irmãos adotivos: Antônio, Élvio, Olga e Vicente.
Estudos e profissão: Até aos doze anos estudou na localidade de Perseverança e foi alfabetizada na escola Prudência Leitão e logo em seguida, seus pais, Jorge Leandro e Hermínia Antônia Chimelo, mudaram residência para a cidade, onde passou a estudar na escola Nossa Senhora Conquistadora. Foi em Uruguaiana, que concluiu seus estudos, tendo se formado em História, apesar de sempre ter sonhado com o curso de Medicina. Quando fez o vestibular para medicina, eram 50 vagas e sua classificação foi 51ª.
Enquanto estudava, lecionava numa escola particular para ajudar na renda e com os custos do curso.
Voltou para sua terra em 1967, quando lecionou na Escola Salgado Filho, as disciplinas de OSPB e Moral e Cívica e no mesmo ano, ao ver a necessidade e para suprir a falta de professores, deu aulas de Matemática.
A convite de uma comissão de pais, foi diretora da escola por 18 anos, até 1986, tendo realizado muitas ações, campanhas e atividades que marcaram a história da escola, como a participação da escola em jogos regionais, que de 16 prêmios, trouxeram 13 troféus de 1º lugares, mesmo sem a escola ainda não possuir nenhuma quadra de esportes.
Lucinda foi uma “divisora de águas” na escola, pois da carência, transformou a escola graças à estas ações , ao grupo docente e aos pais que também estavam dispostos a acreditar num futuro melhor.
Na vida social, como voluntária, foi ela e o padre Cônego Hugo que começaram a fundar as associações de moradores, onde esta cultura da cooperação era empregada através de tantos cursos que foram realizados.
A vida pública: De família tradicional da antiga Arena e depois PDS, hoje PP, Lucinda entrou para a política. Na administração de Belmiro, foi desafiada a montar um trabalho de mutirão para construção do conjunto habitacional no bairro João de Deus, onde 23 famílias foram beneficiadas. “Rezávamos todas as manhãs e logo após junto com as famílias, começávamos o serviço”.
Mais tarde, Lucinda foi vice-prefeita na gestão de Dilson Biscaíno, quando também assumiu a pasta da Fazenda. Lembra que conseguiu reduzir custos para Prefeitura, quando implantou um posto de combustível municipal em parceria com a Petrobrás e coordenou a liberação de áreas das propriedades para construção do asfalto da RSC 241, com apoio importante de órgãos representativos.
Após concorrer a prefeita, recebeu convite do então deputado estadual, Marco Peixoto para ser sua assessora ao longo de 12 anos e lá sempre recebeu assisenses e comunidade da região com muito carinho e sua missão era dar suporte a todos que precisavam, sendo que a saúde era prioridade.
Na Assembleia Legislativa, Lucinda também foi secretária da subcomissão de Habitação.
Ela foi homenageada em vida pela administração municipal em 2012, quando reconheceram seus serviços prestados em ato público, denominando a nova escola de EMEI Profa. Lucinda Chimelo.
Nossos sinceros sentimentos a toda família de nossa querida Lucinda Chimelo, que faleceu neste domingo. Lucinda deixa um legado de uma vida de amor ao próximo, de dedicação aos outros, de solidariedade e de comprometimento com sua terra e sua gente.
Esta foto fiz quando colaborava com o Jornal Editor e tive a felicidade de entrevistá-la, pois ela sempre soube do quanto era admirador de sua trajetória.
Sem dúvida, o domingo ficou triste com sua partida.

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