4.5.13

A Cultura na transformação criativa das cidades



Está aí um tema importante que pode ser lido, relido e entendido por quem deseja inovar e transformar a realidade de suas comunidades: a economia criativa através da cultura.

Nesta semana, tive a oportunidade de participar do Painel “Cultura: a transformação criativa das cidades”, promovido pelo Centro Universitário Franciscano, em Santa Maria, que trouxe à tona a quebra de paradigmas e o ressurgimento de duas importantes cidades: Medellin (Colômbia), antes conhecida como a cidade mais violenta do mundo e Bilbao (Espanha), antes arrasada por enchentes e pelo terrorismo.

Os dois palestrantes, Jorge Melguizo (Colômbia) e Roberto de Iglesia (Espanha), destacaram comumente que da necessidade de inovar e definir novos rumos para as cidades, o povo se une, apesar de toda resistência ao “novo” e decidem “virar o jogo”, mesmo sem acreditar que seria possível e enfrentando várias ondas de protestos, organizados por lideranças que não aceitavam no desafio proposto.
Medellin (Colômbia)
A partir da alternativa de mudar conceitos, as duas cidades apresentam um semelhança: se tornam referência no mundo todo através de investimentos pesados na economia criativa, no caso, na cultura.

Ali começava uma nova fase: terminam com a corrupção local, mudam o foco, passam a investir pesado em educação e cultura com a construção de novos espaços públicos, museus, bibliotecas, quadras esportivas, parques temáticos, teatros, salões para congressos internacionais, projetos educacionais e culturais no entendimento que um dos maiores medos da população local, que seria a insegurança, não terminaria com a segurança, ou seja com mais policiais, com mais câmeras de vigilâncias, mas sim, poderia ter fim somente com a convivência e proporcionar a criação de espaços para convivência social era a alternativa. Foi feito!

Medellin se destaca com as construções gigantescas de espaços culturais nos seus bairros mais pobres e começa a promover o desenvolvimento. Ruas antes nem visitadas, pelo alto índice de violência, atualmente são potências econômicas, devido ao comércio pujante que ali se formou, graças ao turismo cultural.

Bilbao (Espanha)
Bilbao investe pesado na mobilidade urbana, com metrôs moderníssimos, bondes, proporciona acesso a todos e constrói um dos mais belos prédios do mundo, que esbanja ousadia na arquitetura: o Museu de Guggenheim e chega a receber mais de 15 milhões de turistas ao ano.

As duas cidades nos dão exemplo que é possível renascer das cinzas. Do chão arrasado brotar a inovação capaz de mudar a vida de um povo.
Imaginem em cidades que têm um “chão pesado de história e cultura”?
É possível? Se foi possível em Bilbao e em Medellin, é possível em qualquer lugar do mundo, basta acreditar que a cultura e a educação são capazes de transformar vidas. Eles acreditaram em “utopias” e eu  também acredito!

Nenhum comentário: